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março 2016

O QUE REALMENTE É DIFERENCIAL?

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Por: Lenir Nunes – Coach de Carreira e Sócia na LN Consulting
Muitos profissionais se questionam: Qual o meu diferencial? O que me destaca dos demais profissionais? Qual meu ponto forte?
Bom, muito simples, mas para ilustrar essa ideia, quando pensamos em determinadas marcas de produtos ou empresa que vem à sua cabeça? Por exemplo, quando pensamos na marca Volvo, qual a ideia que ela nos transmite? Força? Potencia? Confiança? Pois, é exatamente o adjetivo que “qualifica” a marca, que nos mostra qual o seu diferencial. É quando as pessoas fazem uma associação mental entre a marca e aquilo que diferencia das demais, principalmente de seus concorrentes.
Outros exemplos são os slogans: “Amo muito tudo isso”. Quando lemos ou ouvimos esse slogan, automaticamente lembramos da rede Mc Donald´s. Outro exemplo muito famoso é o “1001 utilidades”, que dispensa o uso da marca. E por aí vai…
Agora, aplicado ao nosso dia nas organizações ouvimos muito “se fulano não resolver isso, ninguém resolve”, ou, “pra esse assunto, fale com cicrano”. Isso é sinal que esse “fulano” ou “cicrano” possui algum diferencial sobre os demais colegas. Essas pessoas são lembradas por sua competência que lhes é diferencial.
Ou faça outro exercício, pense nos profissionais a sua volta e faça uma pequena “votação”. Imagine que você vai promover uma premiação na sua empresa e tem que escolher por exemplo: “o mais dinâmico”; “o mais diplomático”; “o mais pragmático”; “o mais sociável”; “o grande resolvedor de problemas”, entre outros. Facilmente você se lembrará de alguns nomes para fazer esse ranking. E mais, se você sair perguntado pela empresa, provavelmente ouvirá de outras pessoas opiniões parecidas. Isso quer dizer que elas levam vantagem nessas competências. Ou seja, já possuem seu diferencial.
Para que possamos ter conquistas na carreira, ocupar espaços de destaque, assumir projetos criativos, podemos fazer esse teste do slogan. Consulte colegas próximos que possam auxiliá-lo nesse exercício. Se as respostas forem muito destoadas, quer dizer que você ainda não possui um “slogan”. E se forem muito diferentes da sua auto percepção está na hora de você se conhecer melhor e investir no seu marketing pessoal. E caso eles sejam igual a sua auto percepção. Parabéns. Você já tem um diferencial.

NÃO TENHA UM TRABALHO, TENHA UM PROJETO DE VIDA!

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Por: Lenir Nunes – Coach de Carreira e Sócia na LN Consulting

Escrevi há meses atrás um pequeno artigo sobre: É POSSÍVEL SER FELIZ (MESMO) COM O TRABALHO? Recebi muitos retornos e comentários. Grande parte deles concordando que é possível sim, mas alguns relataram sua triste realidade de que o trabalho está mais para um mal necessário a um motivo de realização pessoal.

Trabalho não é feito para trazer felicidade. Acredito no trabalho como meio de me tornar útil em alguma atividade e dele tirar recursos para minhas realizações dentro e fora dele.

E aproveitando que estamos no início do ano, muita gente ainda refletindo sobre sua vida, trabalho, o que irá fazer, realizar, construir, gostaria de fazer algumas provocações.

Por que deixar para a aposentadoria algo que você poderia dedicar-se agora e ainda te trazer satisfação? Por que pensar APENAS no quanto vou ganhar e não considerar a experiência, os novos possíveis amigos, a aplicação prática que você acumula?

Já vi executivos largarem carreiras promissoras para tornar o hobby do final de semana o meio de ganhar a vida. Executiva que virou confeiteira, Executivo de Engenharia que se torna instrutor de judô, executivo de finanças que tornou-se instrutor de mergulho. Entre outros que não trocaram 100% mas já possuem dedicação considerável para o que iniciou como uma atividade extra.

E quais as chances de você fazer o que gosta HOJE?

É POSSÍVEL SER FELIZ (MESMO) COM O TRABALHO?

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Por: Lenir Nunes – Coach de Carreira e Sócia na LN Consulting

TESTE

Recentemente estava vendo um vídeo de um consultor organizacional que comentava sobre a forma simples de identificar se um profissional é feliz ou não com o que faz.
E a pergunta sugerida era simples: Se você ganhar na mega sena o que faria?
A ampla maioria externalizou que “aproveitaria a vida”, exibindo sua fortuna, alguns fariam caridade,
outro o que “desse na cabeça”, mas alguns enfaticamente responderam: “eu não passaria nem na porta da minha empresa” ou pior “eu nem diria tchau na empresa”.

Bom, convido vocês para fazer uma reflexão: Vale a pena passar a semana torcendo sempre pelo final de semana? Ser feliz apenas 2 dias ao invés dos 7? A conta é simples: em média, conforme rege a CLT e práticas normais de trabalho, trabalha-se 8 horas por dia, o que, obviamente, corresponde a 1/3 do dia, outro 1/3 dormimos e 1/3 dedicamos para as demais atividades. Talvez essa seja uma das contas mais fácil de se fazer, e assustadoramente, feita por poucos que buscam a plenitude profissional e de vida.

Acredito que a felicidade no trabalho está diretamente ligada a expectativa existente. E ai uma provocação: Que expectativas você tem através do seu trabalho? Que conquistas espera alcançar com ele? Qual a “marca” que quer deixar ao passar por determinada área ou empresa? E até uma pergunta mais ampla, mais nobre: qual o legado quer deixar?

Pois trabalhar é a forma mais legítima de realizar nossos sonhos, planos e projetos. E se você entende que o trabalho é apenas uma fonte de riqueza – CUIDADO – você certamente pertence ao grupo que tem síndrome do “domingo à noite” ou “síndrome do Fantástico”, que na segunda-feira já torce para chegar sexta-feira ou que inicia o ano torcendo para que o Natal chegar logo. Talvez seja a mesma pessoa que em outubro já olhe o calendário do ano seguinte para ver os Feriados… Bem, talvez esteja na hora de reavaliar tudo isso.

E se segundo, Clóvis de Barros, felicidade “um instante de vida que você gostaria que durasse um pouco mais”, seu trabalho certamente está bem longe de lhe proporcionar esses momentos.

E o que fazemos em nosso dia a dia está diretamente ligado ao que buscamos para nossas vidas. A forma como levamos a vida é essencial, senão a vida nos leva, nos empurra, somos meros seres que vagam, sem saber exatamente a contribuição que podemos gerar, o impacto positivo e o potencial nobre que possuímos.

Gostaria de deixar aqui algumas dicas:

1) Tenha um propósito de vida: o que eu vim fazer aqui? Que contribuição quero deixar? Que legado quero deixar? Como quero deixar as coisas após minha partida? Que lembranças quero deixar?

2) Escolha uma carreira apaixonante: toda profissional tem ônus e bônus, mas pondere isso na balança e veja se você realmente gosta do que faz. Lembre-se de que praticamente 1/3 de sua vida estará envolvido com isso. Não sejamos hipócritas de achar que apenas alegrias surgirão em nossas vidas, por mais assertiva que seja nossa escolha, mas uma coisa é você ter alguns dissabores ao longo do dia, outro é ter “apenas” dissabores, ou apenas alguns pontos bons ao longo do dia.

3) Tenha foco: alguns profissionais escolhem ir na “onda do mercado” e esquecem sua real vocação e, consequentemente, perdem seu foco e facilmente ficam desanimados. Uma forma muito coerente e lúcida é buscar o auxílio de um bom profissional de Orientação de Carreiras, que vai analisar o perfil da pessoa, inclusive podendo aplicar análises específicas, deixando mais assertivo a busca por um objetivo, reforçando o conceito de foco na carreira.
4) Aprenda a lidar com os conflitos: basta uma segunda pessoa no mesmo lugar para o surgimento de algum conflito. Entenda que eles fazem parte do nosso dia a dia e a sabedoria esta em reconhecer e buscar soluciona-los. Um bom clima organizacional, pessoas motivadas e foco no positivo, ajudam sensivelmente para que seu dia termine bem. Essa postura também ajuda, e muito, a evitar a sensação de “que horror, tenho que ir ao trabalho” todo dia pela manhã ou aos domingos. Nem sempre é fácil, mas é um passo fundamental.

5) Construção relações saudáveis: não me refiro a ter muitos amigos em redes sociais (seja Linkedin, Facebook, Instagram) me refiro a relacionar-se verdadeiramente com as pessoas. Dia desses ouvi uma frase engraçada “ter muitos amigos no Facebook é como ser rico no Jogo do Banco Imobiliário”. Portanto, dedique tempo para interagir no mundo real com seus colegas de trabalho, amigos, familiares. Tenha preocupação sincera em ajudar, em mostrar-se leal, companheiro e cortês. Nesta época de tantas relações virtuais, talvez valha pensar sobre o exposto acima: melhor ter 2 ou 3 fieis amigos do que 200 ou 300 “amigos” que jamais estreitem relacionamento. E ainda: essas relações saudáveis são conquistas, levam tempo para se consolidar, para solidificar, mas definitivamente valem a pena.

6) Defina e invista em sua carreira: se você “ainda” não está na carreira desejada, trace um plano para alcança-la. Que cursos precisa buscar, que experiência precisa obter, que idiomas precisa aperfeiçoar, enfim, use uma ferramenta simples (indico o conhecido 5W2H) mas que você possa visualizar sua trilha de desenvolvimento. Um conceito muito especial neste tópico é tratar a carreira como um projeto, um projeto de vida. Sabemos que existem muitas inconstâncias e novidades dia após dia, mas ter em mente que uma carreira bem desenhada e estruturada ajuda, e muito, a evitar dissabores é importante. Recentemente ouvi uma frase que dizia “se você não fizer seu próprio planejamento, provavelmente alguém o fará, e você será parte do planejamento de outro”.

7) Seja otimista e agradeça: algumas pessoas focam sempre no que não ou no que ainda faltam para que “sejam felizes”, faço um convite para você reconhecer e agradecer por tudo aquilo que você já tem, tudo que já conquistou, para as amizades que construiu, para a família que tem. Pense que hoje será sua oportunidade de fazer melhor do que ontem. Esse senso de gratidão e a alegria em viver, em reconhecer conquistas, por menores que sejam, tornam a vida com maior significado, com mais leveza e satisfação. Pense a respeito e…
… realmente seja feliz!
Autor: Lenir Nunes Amorim Behrend – Headhunter e Coach de Carreira