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maio 2019

Quem realmente pode ajudá-lo na transição de carreira?

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Nesses últimos anos atuando fortemente como Coaching de Carreira de muitos executivos, percebo o quanto os profissionais não cuidam da sua rede de relacionamento quando “não precisam dela” para algum movimento de carreira. Arriscaria dizer que pelo menos 90% dos profissionais quando pergunto: “Como esta sua rede? Respondem: ah Lenir, com o pouco tempo que tenho “fora da empresa”, não consigo me relacionar com ninguém”.

Infelizmente a fala é similar em diversos níveis, do especialista ao CEO. Todos mergulham em suas rotinas corporativas e esquecem-se de manter na agenda da semana algum contato seja por e-mail, fone, um café. Como sempre digo, Networking não é uma competência, é um hábito. As dicas de como faze-lo, já dei em artigos anteriores.

Ano passado tive aula com um ex executivo global da HP, atualmente professor na Universidade de Boston, Brad Harrington. Na oportunidade ele trouxe alguns dados dos EUA acerca do uso da Rede de Relacionamento, dando ênfase justamente ao que falamos acima, processos de transição (principalmente para profissionais que buscam uma carreira auto orientada, que conhecemos como Carreiras Proteanas). Ele apresentou dados de executivos que fizeram mudanças na carreira nos últimos 5 anos. 50% foram apresentados a nova oportunidade através de um amigo ou familiar e apenas 10% disseram que foi através do Linkedin. Não estamos dizendo aqui para não usarem a mídia social para encontrar um novo trabalho, mas a pesquisa deixou claro que ainda a rede de relacionamentos é a mais eficaz.

Nesse artigo quero tratar com os profissionais que podem fazer uma mudança significativa de carreira, seja mudar de empregado para empregador, de Contador para Vendedor, de Executivo para Professor… Ou seja, não esperar a aposentadoria para colocar seu grande sonho, o Plano B em ação e contar arduamente com sua rede de relacionamento. E não me refiro aos contatos no Linkedin ou Facebook, mas pessoas que realmente o patrocinam. E para isso você vai precisar pegar um papel e uma caneta para colocar em pratica as dicas abaixo:

– Pense de forma Macro: onde, como e o que quero estar fazendo em 3 anos?

– Pense na sua Rede de Amigos, Colegas, Ex Chefes, etc… quem são as pessoas que realmente te conhecem? Diante de uma oportunidade, poderia falar de você, do que você faz, literalmente “te vender” em pouco mais de 2 minutos?

 

Esses são seus patrocinadores!

Quando me refiro a essa seleta rede, não me refiro apenas a alguém que possa ter apoiado você economicamente, mas pessoas que confiam em você e facilmente poderiam indicar-lhe para uma oportunidade ou projeto. Ou que, ao receber alguma noticia do mercado que você atua, irá compartilhar a informação.

– Se nem todas as pessoas que mapeou na sua lista podem te “patrocinar”, então dedique-se a encontra-los nos próximos dias, e a informar sobre seus planos de mudança, sobre como você pode agregar seja a um novo projeto ou trabalho. Pessoas próximas que em uma ou duas frases podem falar do que faz, como faz e destacar seu valor.

Dedique-se diariamente a alguma ação prática em prol do seu objetivo: sim, a rotina nos consome e rapidamente esquecemos do pacto que fizemos.

Quando você reavalia seu plano o objetivo final parece “embaçado” ou pouco claro? Mantenha-se firme. Afinal, um corpo sarado não se define com uma semana de exercícios na academia, certo?

É possível ser feliz (mesmo) com o trabalho?

By | Publicação

Recentemente estava vendo um vídeo de um consultor organizacional que comentava sobre a forma simples de identificar se um profissional é feliz ou não com o que faz.

A pergunta sugerida era simples: Se você ganhar na mega sena o que faria? A ampla maioria externalizou que “aproveitaria a vida”, exibindo sua fortuna, alguns fariam caridade, outro o que “desse na cabeça”, mas alguns enfaticamente responderam: “eu não passaria nem na porta da minha empresa” ou pior “eu nem diria tchau na empresa”. Bom, convido vocês para fazer uma reflexão: Vale a pena passar a semana torcendo sempre pelo final de semana? Ser feliz apenas 2 dias ao invés dos 7?  A conta é simples: em média, conforme rege a CLT e práticas normais de trabalho, trabalha-se 8 horas por dia, o que, obviamente, corresponde a 1/3 do dia, outro 1/3 dormimos e ⅓ dedicamos para as demais atividades. Talvez essa seja uma das contas mais fáceis de se fazer, e assustadoramente, feita por poucos que buscam a plenitude profissional e de vida.

Acredito que a felicidade no trabalho está diretamente ligada a expectativa existente. E ai uma provocação: que expectativas você tem através do seu trabalho? Que conquistas espera alcançar com ele? Qual a “marca” quer deixar ao passar por determinada área ou empresa? E até uma pergunta mais ampla, mais nobre: qual o legado quer deixar?

Pois trabalhar é a forma mais legítima de realizar nossos sonhos, planos e projetos. E se você entende que o trabalho é apenas uma fonte de riqueza – CUIDADO – você certamente pertence ao grupo que tem síndrome do “domingo à noite” ou “síndrome do Fantástico”, que na segunda-feira já torce para chegar sexta-feira ou que inicia o ano torcendo pela chegada do Natal. Talvez seja a mesma pessoa que em outubro já olhe o calendário do ano seguinte para ver os Feriados… Bem, talvez esteja na hora de reavaliar tudo isso.

E se segundo, Clóvis de Barros, felicidade “um instante de vida que você gostaria que durasse um pouco mais”, seu trabalho certamente está bem longe de lhe proporcionar esses momentos. O que fazemos em nosso dia a dia está diretamente ligado ao que buscamos para nossas vidas. A forma como levamos a vida é essencial, senão a vida nos leva, nos empurra, somos meros seres que vagam, sem saber  exatamente a contribuição que podemos gerar, o impacto positivo e o potencial nobre que possuímos.

Gostaria de deixar aqui algumas dicas:

1) Tenha um propósito de vida: o que eu vim fazer aqui? Que contribuição quero deixar? Que legado quero deixar? Como quero deixar as coisas após minha partida? Que lembranças quero deixar?

2) Escolha uma carreira apaixonante: toda profissional tem ônus e bônus, mas pondere isso na balança e veja se você realmente gosta do que faz. Lembre-se de que praticamente 1/3 de sua vida estará envolvido com isso. Não sejamos hipócritas de achar que apenas alegrias surgirão em nossas vidas, por mais assertiva que seja nossa escolha, mas uma coisa é você ter alguns dissabores ao longo do dia, outro é ter apenas alguns pontos bons ao longo do dia.

3) Tenha foco: alguns profissionais escolhem ir na “onda do mercado” e esquecem sua real vocação e, consequentemente, perdem seu foco e facilmente ficam desanimados. Uma forma muito coerente e lúcida é buscar o auxílio de um bom profissional de Orientação de Carreiras, que vai analisar o perfil da pessoa, inclusive podendo aplicar análises específicas, deixando mais assertivo a busca por um objetivo, reforçando o conceito de foco na carreira.

4) Aprenda a lidar com os conflitos: entenda que eles fazem parte do nosso dia a dia e a sabedoria está em reconhecer e buscar soluciona-los. Um bom clima organizacional, pessoas motivadas e foco no positivo, ajudam sensivelmente para que seu dia termine bem. Essa postura também ajuda, e muito, a evitar a sensação de “que horror, tenho que ir ao trabalho” todo dia pela manhã. Nem sempre é fácil, mas é um passo fundamental.

5) Construção relações saudáveis: não me refiro a ter muitos amigos em redes sociais (seja Linkedin, Facebook, Instagram) me refiro a relacionar-se verdadeiramente com as pessoas. Dia desses ouvi uma frase engraçada “ter muitos amigos no Facebook é como ser rico no Jogo do Banco Imobiliário”. Portanto, dedique tempo para interagir no mundo real com seus colegas de trabalho, amigos e familiares. Tenha preocupação sincera em ajudar, em mostrar-se leal, companheiro e cortês. Nesta época de tantas relações virtuais, talvez valha pensar sobre o exposto acima: melhor ter 2 ou 3 amigos fiéis do que 200 ou 300 “amigos” que jamais estreitam relacionamento. E ainda: essas relações saudáveis são conquistas, leva-se tempo para consolidar, para solidificar, mas definitivamente valem a pena.

6) Defina e invista em sua carreira: se você “ainda” não está na carreira desejada, trace um plano para alcançá-la. Que cursos precisa buscar, que experiência precisa obter, que idiomas precisa aperfeiçoar, enfim, use uma ferramenta simples (indico o conhecido 5W2H) mas que você possa visualizar sua trilha de desenvolvimento. Um conceito muito especial neste tópico é tratar a carreira como um projeto, um projeto de vida. Sabemos que existem muitas inconstâncias e novidades dia após dia, mas ter em mente que uma carreira bem desenhada e estruturada ajuda a evitar dissabores é importante. Recentemente ouvi  uma frase que dizia “se você não fizer seu próprio planejamento, provavelmente alguém o fará, e você será parte do planejamento de outro”.

7) Seja otimista e agradeça: algumas pessoas focam sempre no que ainda falta para que “sejam felizes”  Faço um convite para você reconhecer e agradecer por tudo aquilo que você já tem, tudo que já conquistou, para as amizades que construiu, para a família que tem. Pense que hoje será sua oportunidade de fazer melhor do que ontem. Esse senso de gratidão e a alegria em viver, em reconhecer conquistas, por menores que sejam, tornam a vida com maior significado, com mais leveza e satisfação. Pense a respeito e…

… realmente seja feliz!

Podcast 03 – Jornada, relações e aprendizado

By | Podcast, Publicação

No mercado de trabalho, cada vez mais, as ações e relações se mostram tão importante quanto a formação. Manter-se dentro de um teatro comportamental gera um imenso desgaste, por isso, é preciso deixar claro quem somos desde o início.
Para o nosso bate papo, convidamos o Jorge Pietruza, gestor de design na áreas de CGI, Design de produtos, gráfico e embalagens, e sócio proprietário de três empresas, a Signia Digital e Probe IC e mais recentemente a CasaZ.


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