Vida de Headhunter!

By 21 de novembro de 2019Publicação

Escrito por Tahiz Lopes

Faz tempo que pretendia escrever esse artigo para compartilhar um pouco sobre essa rotina que não é nada rotineira.

É simplesmente fantástico e desafiador o impacto que geramos na vida do profissional e das organizações!

Há mais de 13 anos trabalho com seleção de profissionais, no decorrer deste tempo perdi a conta de quantos profissionais eu tive contato, claro que alguns profissionais ficaram marcados por um momento ímpar, positivo ou não. Acredito que o saldo destes inúmeros contatos é positivo e assertivo, considerando que ainda não conseguimos assegurar futuro.

Cada vez mais, desenvolvo a habilidade de me aprofundar na avaliação do profissional, perfil da vaga, empresa e suas particularidades. Falamos também sobre fit cultural e outros termos relacionados a este momento e dessa maneira. Após uma análise extremamente criteriosa, conseguimos validar um profissional e consequentemente ter sucesso no processo seletivo.

Já realizei todos os tipos de processos seletivos, desde vagas operacionais, posições mais estratégicas, até cargos de alta gestão. Com isso quero dizer que não necessariamente só os cargos de alta gestão são processos seletivos complexos, pois nesse momento temos que levar em contato fatores externos, cenários e circunstâncias.

Tenho preferência, mas conforme desenvolvi minha carreira e adquiri expertise, neste caso com Executive Search.

Trabalhamos com pessoas!

Independente do processo seletivo, trabalhamos com pessoas e não com um produto que pegamos em uma prateleira ou podemos solicitar a um fornecedor para apresentar aos nossos clientes.

Isso torna a vida de Headhunter cada vez mais desafiadora. Cada profissional tem um perfil e está vivendo um momento profissional, e como você sabe, momentos podem mudar de uma hora para outra.

Vamos lá, o nosso objetivo é “caçar” talentos e apresentar para as empresas clientes, mas nem sempre esses talentos estarão disponíveis ou acessíveis. Precisamos buscar diferentes alternativas para ter acesso a esse profissional, e em alguns casos, o hunter não é suficiente. Confesso que hoje conto muito com a minha rede de relacionamentos.

Neste momento, além de “caçar”, precisamos entrar com as habilidades verbais para “vender” uma proposta profissional interessante e, olha que nem somos profissionais de vendas.

Temos também que avaliar a situação do profissional, pois ele pode estar muito bem colocado e o nosso contato poderá gerar consequências negativas caso ele seja aprovado. Precisamos ser empáticos e coerentes.

Ao mesmo tempo desejamos muito atender e encantar aquela empresa cliente que espera ansiosamente por boas positivas.

Ok, o processo está caminhando muito bem, fase final de contratação, mas o profissional desiste ou aceita uma contraproposta: o que fazer? Como trabalhar com os sentimentos gerados e como levar esta informação para a empresa? Desafiador ou assustador?

O nosso papel é encarar primeiramente o cliente e depois lidar com os sentimentos que ficam, nesse caso, precisamos ser resilientes.

Nesse momento o mais importante é prontamente repassar a situação com segurança e preparada para o descontentamento, mas também ser transparente e se possível, estar com um plano B nas mãos para retomar a busca incessante pelo profissional que a empresa tanto deseja ter.

Também temos que trabalhar com esse ideal de profissional, podemos contornar a situação apresentando um profissional que esteja acessível e poderá contribuir com as soluções necessárias. Muitas vezes, precisamos mudar o discurso e as palavras, levar informações de mercado e trabalhar com números e dados, prezando pela transparência.

No dia-a-dia, trabalhamos com uma enorme diversidade de pessoas e os perfis são os mais variados – tem aqueles que são extremamente receptivos, mas tem aqueles que são reservados, desconfiados e não querem papo – não tiro a razão deles, afinal, no mundo de hoje pela velocidade de informação que vivemos, algumas pessoas precisam ser precavidas.

Agora falando um pouco sobre o quanto é gratificante apresentar a oportunidade para o profissional e perceber o quanto fez sentido a proposta e ainda esse profissional expressar que aguardava esse momento e que surgiu na hora certa.

Nesse momento internamente damos pulos de alegria, pois geralmente nesses primeiros contatos já percebemos que tem muito pra dar certo e assim avançamos. Do outro lado, temos um cliente satisfeito com o nosso trabalho e com o profissional que está ingressando na empresa.

Momentos extremamente prazerosos onde conseguimos muitas vezes encantar as empresas clientes.

De modo geral, compartilho com vocês que constantemente recebo um retorno positivo das abordagens que realizo, demonstrando estarem agradecidos por serem vistos e avaliados.

Isso porque, estas abordagens são personalizadas e agradáveis, jamais automáticas! A base sempre será estabelecer relacionamento e desta maneira aumentarmos cada vez mais a nossa rede de relacionamento. Isso me leva a acreditar que estou no caminho certo, mas claro que eu tenho muito a aprender.

Enfim, quero compartilhar que os sentimentos e a experiência são incríveis e proporcionam meu auto desenvolvimento. Dificilmente trocaria a minha atuação por outra que proporcionasse me manter em zona de conforto, afinal Headhunter não sabe o que é zona de conforto, somos desafiados diariamente!