Algumas vezes o processo de desligamento em uma empresa, ou melhor, a demissão, não é necessariamente culpa de quem é demitido.
Pode-se haver esforço e dedicação, paixão no que se faz, mas no mundo dos negócios existem muitos fatores de grande impacto e relevância como lucratividade e sustentabilidade financeira, isso sem falar em fatores ocultos, subliminares e intangíveis, de difícil identificação.
Sem querer achar culpados, mas incertezas políticas, fatores externos, muitas vezes estratégias errôneas ou aplicadas da forma inadequada, dívidas de grande volume são elementos que tornam complexa a gestão de qualquer negócio. Sabe-se o resultado disso, ainda mais quando várias, se não todas acima, fazem parte de um mesmo cenário.
E, diante de todos esses fatores, não é surpresa haver o desligamento.
Não é raro encontrarmos alguma pesquisa ou estudo científico comparando que o processo de desligamento é fonte de um stress gigante, não raro comparado a um luto. Sofrem familiares, amigos que permanecem na empresa (pela ausência e incertezas geradas), obviamente sem falar do diretamente afetado.
Que não nos esqueçamos que, friamente falando, estamos envolvidos em um contrato de trabalho, seja CLT, seja uma relação Pessoa Jurídica. Frio falar isso, mas real, e nem sempre é ideal para ambos os lados.
Infelizmente esse distrato – ou “rompimento” – existe e deve ser encarado com maturidade e respeito, tanto de quem demite quanto de quem for demitido – vida que segue.

Realmente nem sempre quem é desligado deve e merece carregar esse peso, essa frustração, vários são os exemplos que acompanhamos na consultoria, para amparar isso.
Vida que segue, essencial “refrigerar” a alma, “acalentar” o coração.
Agora, estando desligado, foco na reconstrução ou talvez até na construção do novo.
Faça uma reflexão sim, mas lembre-se de considerar fatores que deram certo nessa jornada, reveja o que não deu e vida que segue…
E que siga repleta de confiança e atenção às oportunidades.
